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A rivalidade entre Vantablack e Pinkest Pink: a batalha das cores mais extremas do mundo

A origem do Vantablack está na Inglaterra, não nos EUA, e o material foi criado para aplicação técnica, não artística. Polêmica começou com exclusividade concedida a Anish Kapoor, levando Stuart Semple a criar o Pinkest Pink como resposta. O debate se tornou símbolo das disputas de acesso e propriedade na arte contempo

Por Diego Medina · 13 de ago. de 2026, 08:45

A rivalidade entre Vantablack e Pinkest Pink: a batalha das cores mais extremas do mundo
## Vantablack: a origem científica e a exclusividade artística O **Vantablack**, conhecido por muitos como "o preto mais escuro do mundo", na verdade nasceu no Reino Unido, resultado do trabalho da britânica Surrey NanoSystems em 2012. Diferente do que um título viral deu a entender, não foi uma fábrica dos Estados Unidos, mas sim uma empresa inglesa responsável por desenvolver, aprimorar e comercializar o material. Feito a partir de nanotubos de carbono alinhados verticalmente, o Vantablack absorve 99,965% da luz, conferindo-lhe uma aparência praticamente bidimensional e a fama de fazer objetos desaparecerem visualmente. Originalmente, o Vantablack foi criado não para as artes, mas para aplicações em óptica, instrumentos científicos, espaço e sensores de alta precisão, onde a eliminação de reflexos e luz dispersa é fundamental. Não se trata de uma tinta vendida em loja, mas de um revestimento de aplicação industrial complexa. ## A polêmica da exclusividade e a resposta rosa Em 2016, o escultor britânico **Anish Kapoor** recebeu uma licença exclusiva para utilizar o Vantablack no campo artístico, o que gerou grande repercussão negativa na comunidade criativa. Embora nenhum artista tenha ficado proibido de usar o preto ou pigmentos similares, a exclusividade do material levantou debates sobre acesso e monopólio em arte. Como resposta provocadora, o também britânico **Stuart Semple** lançou o pigmento Pinkest Pink, alegadamente o "rosa mais rosa do mundo". Seu alvo era claro: o pigmento era comercializado com a condição de que não fosse vendido a Anish Kapoor ou colaboradores, sendo o comprador obrigado a declarar não ter ligação com o artista. Esta jogada transformou o tema em viral e protesto, usando o contrato como performance e crítica pública sobre exclusividade. ## Avanços científicos e a trajetória de recordes Apesar da fama, o Vantablack perdeu o título de pigmento mais escuro em 2019, quando pesquisadores do MIT criaram um revestimento ainda mais eficiente, capaz de absorver 99,995% da luz. Ou seja, o título de “preto mais escuro” não é definitivo, mas o impacto cultural permanece. O debate seguiu adiante, estimulando uma conversa global sobre propriedade, acesso e colaboração nos campos da arte e da ciência. ## O que a rivalidade acrescenta ao debate cultural? A disputa entre as "cores extremas" exemplifica como tecnologia e arte podem se cruzar em discussões sobre liberdade criativa, acesso e comercialização. Mais do que uma briga entre artistas, o embate transformou o preto e o rosa em símbolos de debates sobre direito, exclusividade e inovação. O caso serve de inspiração para artistas e entusiastas brasileiros, mostrando que as cores, mais do que aparência, carregam também disputas, contratos e valores simbólicos. Fique por dentro das notícias e debates culturais mais vibrantes do Brasil em braziltechhub.com

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