O Amazon Leo, serviço de internet via satélite da Amazon projetado para disputar mercado com a Starlink, avançou mais uma etapa no processo para lançar sua operação no Brasil. Na última sexta-feira, 14 de agosto, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu o aval para comercialização do roteador L1LA10, modelo essencial para a conexão à nova rede.
A homologação do equipamento, sob certificado nº 03127-26-18543, foi concedida à Amazon Kuiper Brasil. Com isso, o produto já pode ser vendido no país, respeitando os padrões e exigências técnicas estipulados pela agência reguladora. O prazo para o início comercial do Amazon Leo em território nacional está previsto até 29 de agosto, caso a empresa não solicite nova prorrogação.
Equipamento com Wi-Fi 6 e múltiplos recursos
O roteador L1LA10 é um dispositivo de duas bandas, compatível com a tecnologia Wi-Fi 6 e equipado com conectividade Bluetooth LE e Zigbee, tornando-se apto a conectar diversos tipos de dispositivos domésticos e inteligentes. Ele opera nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz, segundo o certificado da Anatel.
Na parte traseira, o aparelho traz três conexões principais: uma porta Ethernet para ligação com a antena do Amazon Leo, outra para conexão de dispositivos por cabo e uma terceira para a alimentação de energia. O design compacto – cerca de 17 centímetros de largura e profundidade – conta ainda com fonte interna de 140W e chips da Qualcomm, incluindo modelos dedicados para rede Wi-Fi e Ethernet.
Apesar dessa etapa cumprida, ainda é necessária a homologação da antena parabólica que faz parte do kit da Amazon, referida como ODU nos registros oficiais. Só após a liberação total será possível inaugurar o serviço comercialmente para os consumidores brasileiros.
Disputa em alta no mercado de internet por satélite
Com o Amazon Leo, a Amazon entra de vez na disputa com a Starlink, de Elon Musk, visando o segmento de conectividade por satélite de baixa órbita. A expectativa é superar limitações de cobertura e oferecer internet de alta velocidade em áreas remotas ou sem acesso à banda larga tradicional, um desafio especialmente relevante para o Brasil.
Além da oferta tradicional via antena, a Amazon também desenvolve uma solução capaz de conectar smartphones diretamente aos seus satélites, sem necessidade de hardware adicional, o que pode aquecer ainda mais a concorrência. Mercados internacionais, como a África do Sul, já estão acompanhando esse movimento, enquanto a expansão no Brasil depende da conclusão de certificações regulatórias.
Com a aprovação do roteador, a Amazon elimina uma das últimas barreiras antes do lançamento. A expectativa agora se volta para a liberação da antena e o anúncio oficial da data de estreia do serviço no Brasil.
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