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Apple e Google obrigadas a remover apps de nudificação nos EUA

Apple e Google foram obrigadas a remover aplicativos que utilizam IA para despir pessoas, após notificações judiciais do procurador de São Francisco, David Chiu.

Por Carolina Gómez · 15 de ago. de 2026, 13:42

Apple e Google obrigadas a remover apps de nudificação nos EUA
## Apple e Google sob pressão judicial Recentemente, **Apple** e **Google** foram obrigadas a retirar de suas lojas uma série de aplicativos conhecidos por seu uso de inteligência artificial (IA) para despir pessoas. A ordem veio do procurador David Chiu, da cidade de São Francisco, na Califórnia, que notificou as empresas sobre a necessidade de remoção de 13 aplicativos que, segundo ele, promovem conteúdo sexualmente explícito através de deepfakes. Na notificação recebida na quinta-feira, 16 de agosto, Chiu enfatizou que as gigantes da tecnologia devem parar de "auxiliar e incentivar" a venda de imagens geradas por esses aplicativos, que têm sido utilizados para criar representações enganosas e prejudiciais. O procurador argumentou que as empresas têm a responsabilidade de garantir que os aplicativos em suas plataformas não facilitem o abuso sexual. ## Medidas anteriores e impacto financeiro A ação do procurador não é um caso isolado. O escritório de Chiu já havia movido ações contra 16 outros aplicativos que exploram a tecnologia de deepfakes. Chiu acredita que a **Apple** e o **Google** podem ter lucrado milhões de dólares com as taxas geradas por esses aplicativos, que atraem usuários pela possibilidade de criar imagens sensacionalistas. Em entrevista ao site WIRED, Chiu deixou claro que a legislação da Califórnia proíbe serviços que criam deepfakes, e a pressão sobre as empresas de tecnologia para que cumpram essas diretrizes só tende a aumentar. ## O cenário no Brasil No Brasil, a questão da regulamentação sobre conteúdo digital também está em pauta. Em janeiro, o Ministério Público Federal (MPF), junto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), recomendou que redes sociais tomassem medidas para prevenir a geração de conteúdo pornográfico, destacando a necessidade de uma abordagem mais rigorosa para a proteção dos usuários. As autoridades brasileiras estão atentas ao que acontece no exterior, especialmente em relação a tecnologias que podem ser utilizadas de forma prejudicial. Essa vigilância pode trazer à tona discussões sobre a regulamentação de aplicativos que utilizam IA para manipular imagens. ## Resposta das empresas Em resposta às exigências, um porta-voz do Google, Dan Jackson, informou que a empresa já excluiu "centenas" de aplicativos com funções de nudificação, incluindo os cinco apps que foram listados no aviso do procurador de São Francisco. Por outro lado, a **Apple** ainda não se manifestou sobre o caso, embora a CNN Brasil tenha solicitado um posicionamento oficial. ## Conclusão A pressão sobre as grandes empresas de tecnologia para que tomem medidas efetivas contra conteúdo prejudicial é crescente, refletindo uma preocupação maior com a segurança dos usuários. O caso de **Apple** e **Google** é um exemplo claro de como as regulamentações estão mudando rapidamente e como as empresas precisam se adaptar para evitar consequências legais. Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em braziltechhub.com.

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