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Brasil aposta em modelo Gripen para diversificar supercomputadores de IA

O governo Lula pretende adotar o modelo Gripen para a compra de supercomputadores de IA, investindo em máquinas dos EUA e China e exigindo transferência de tecnologia. O plano busca reduzir a dependência de fornecedores únicos e formar especialistas locais, fortalecendo a capacidade nacional diante da disputa geopolíti

Por Clara Gómez · 25 de ago. de 2026, 07:07

Brasil aposta em modelo Gripen para diversificar supercomputadores de IA
## Brasil prioriza compra de supercomputadores de IA dos EUA e da China O Governo Federal, sob a gestão do presidente Lula, decidiu adotar o chamado "modelo Gripen" para a aquisição de supercomputadores voltados à inteligência artificial. Inspirado na estratégia empregada na compra dos caças Gripen, o Brasil busca diversificar os fornecedores — optando por equipamentos dos Estados Unidos e da China — e garantir não apenas a aquisição das máquinas, mas também a transferência de tecnologia e a formação de especialistas nacionais. ## Estratégia visa independência tecnológica A principal preocupação do governo é evitar a dependência de um único fornecedor, como ocorre atualmente com a norte-americana **Nvidia**, líder mundial no mercado de chips para IA. Com as recentes tensões geopolíticas e as restrições globais à exportação de tecnologia, ter acesso a alternativas se tornou prioridade nacional. Assim, a aposta é na compra de ao menos dois supercomputadores: um norte-americano, provavelmente equipado com chips Nvidia, e outro chinês, com destaque para o **Atlas SuperPod** desenvolvido pela **Huawei** em parceria com a iFlytek. ## Transferência de tecnologia e capacitação nacional Diferente de aquisições tradicionais, este novo modelo exige contrapartidas das empresas vencedoras dos editais, principalmente no que diz respeito à transferência de conhecimento. O objetivo não é apenas instalar os equipamentos, mas envolver as fornecedoras em processos de capacitação de profissionais brasileiros, treinamento de modelos de IA em território nacional e até mesmo transferência parcial de tecnologias que compõem um supercomputador, como softwares especializados, métodos operacionais e know-how na arquitetura de semicondutores. Segundo a ministra Luciana Santos, responsável pela área de Ciência e Tecnologia, a decisão representa uma mudança significativa no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que originalmente previa a compra de apenas uma máquina de grande porte. ## Diversificação reduz riscos, mas dependência global persiste A diversificação dos fornecedores busca proteger o país das oscilações da política internacional e de eventuais restrições ou monopólios. Especialistas apontam que, ainda que a China não alcance o mesmo nível técnico da Nvidia no curto prazo, conseguiu avançar rapidamente em soluções próprias, tornando-se uma alternativa relevante. A estratégia do governo também visa estimular a produção de modelos locais de IA, customizados para o contexto brasileiro, sem necessidade de competir diretamente com potências internacionais. O investimento anunciado pelo governo prevê até R$ 1 bilhão para a compra inicial das máquinas, além de R$ 1,2 bilhão em parcerias voltadas à capacitação e atualização de infraestrutura. As próximas etapas envolvem editais públicos para definir os fornecedores e as obrigações de transferência de tecnologia. Para mais informações sobre as estratégias do Brasil em tecnologia e inovação, continue acompanhando braziltechhub.com.

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