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CEO da WPP revela como formar jovens no mercado dominado pela inteligência artificial
Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil, defende que inserir jovens como 'testadores' de ferramentas de inteligência artificial ajuda a formar profissionais críticos e inovadores. A estratégia busca integrar tecnologia sem perder o diferencial humano, preparando novas lideranças no mercado cada vez mais automatizad
Por Pilar Ríos · 24 de ago. de 2026, 09:38

## A influência da IA na formação dos novos profissionais
A presença cada vez mais forte da **inteligência artificial** no ambiente de trabalho está transformando a maneira como empresas inserem jovens talentos no mercado, especialmente em setores criativos e audiovisuais. Atividades consideradas como "trabalho braçal" e normalmente destinadas a iniciantes já são facilmente realizadas por sistemas automatizados, restringindo oportunidades para quem está começando.
No podcast Deu Tilt, transmitido pelo YouTube e por plataformas como Spotify e Deezer, o CEO da **WPP Production Brasil**, Rafael Nasser, compartilhou sua visão sobre os desafios e oportunidades atuais. Segundo Nasser, para garantir a formação de novos talentos, é necessário repensar as funções atribuídas aos mais jovens dentro das empresas.
## Jovens como "testadores" e protagonistas na adaptação tecnológica
Nasser defende que a solução passa por inserir jovens como "testadores" de novas ferramentas e tecnologias. Segundo ele, a constante atualização e rápida evolução dos recursos de IA exigem profissionais com facilidade para aprender e adaptar processos. "O segredo é colocar esse pessoal para testar as novidades, combinar diferentes soluções e desafiar o que as ferramentas entregam", explica.
Essa postura, além de aliviar sobrecargas nos profissionais mais sêniores, ajuda na chamada "seniorização cognitiva", que desenvolve senso crítico e capacidade de questionamento já nos estágios iniciais da carreira. Para Nasser, oferecer essa missão aos jovens é fundamental para formar futuros líderes e garantir evolução dentro das empresas.
## O papel da bagagem cultural e do senso crítico frente à IA
A discussão também trouxe à tona um ponto-chave: a IA pode facilitar entregas medianas, nivelando resultados num patamar aceitável, mas sem inovação ou identidade. "Todo mundo agora tira nota 6,5. Fica tudo no mediano. O diferencial passa a ser o humano: sua bagagem, sua referência, seu olhar crítico", afirma Nasser.
O CEO sugere que os jovens devem ser capacitados a não aceitar respostas prontas da inteligência artificial, mas sim a questionar, criticar e buscar soluções alinhadas à identidade e aos objetivos da empresa. "A tecnologia não substitui o talento, o repertório e a intenção de quem a opera", completa.
## Integrando tecnologia sem perder a essência humana
Para evitar que ferramentas de IA imponham uma única visão, Nasser revela que utiliza "agentes" personalizados, nos quais armazena seus próprios métodos e padrões. Assim, ele alerta para o risco de terceirizar decisões importantes para máquinas, destacando a necessidade de equilíbrio entre automação e pensamento crítico humano.
Frente a esse cenário, a recomendação é clara: formar profissionais multitarefa, com autonomia para testar, questionar e construir conhecimento. Dessa forma, a entrada de jovens no mundo do trabalho não só é preservada, mas também potencializada em um mercado onde a inovação dita as regras.
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