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CFO do Nubank discute expansão nos EUA e potencial do México
Rob Livingston, novo CFO do Nubank, fala sobre a entrada controlada da fintech nos EUA e o potencial do México, destacando a continuidade do foco no Brasil.
Por Adriana Ruiz · 09 de ago. de 2026, 04:28

## Novo CFO do Nubank fala sobre a estratégia de expansão
Rob Livingston, o novo diretor financeiro (CFO) do Nubank, destacou em um recente podcast a abordagem cautelosa da fintech em relação à sua expansão nos Estados Unidos. Em uma conversa com o fundador e CEO, David Vélez, o executivo enfatizou que a empresa pretende ser metódica ao adentrar o mercado norte-americano. "Estamos comprometidos a não gastar mais de 100 pontos-base do nosso índice de eficiência na entrada no mercado dos EUA nos próximos dois anos", afirmou Livingston.
A entrada do Nubank no mercado dos EUA ganhou impulso após a aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos EUA, que permitiu à fintech iniciar o processo de formação de um banco no país. Este passo abre a possibilidade de obter a licença em até 18 meses. "Estamos fazendo uma aposta controlada, acreditando que há enormes vantagens para nós nos EUA, mas não estamos colocando todas as nossas fichas na mesa ainda", explicou o CFO.
## Foco no Brasil e expansão no México
Apesar do olhar voltado para a internacionalização, Livingston reiterou que o Brasil continua sendo a principal prioridade do Nubank. A fintech já se consolidou como uma das maiores instituições financeiras privadas do país, e seu objetivo é aprofundar o relacionamento com os usuários e expandir a oferta de produtos, especialmente para pequenos negócios.
Em relação ao México, onde a fintech já obteve uma licença bancária, o CFO vê um grande potencial de crescimento. "O México pode ser tão grande quanto o Brasil. Embora sua população seja menor, o PIB per capita é superior. Portanto, acreditamos que o potencial financeiro no México é tão promissor quanto no Brasil", comentou.
## Abordagem cautelosa em concessões de crédito
Durante o podcast, Livingston e Vélez também abordaram a questão das concessões de crédito. Vélez destacou que o Nubank adota uma postura conservadora ao tomar decisões de crédito. "Temos um viés pessimista em nossas decisões, partindo do pressuposto de que o futuro será sempre pior que o passado", explicou. Essa abordagem reflete a intenção da fintech de manter uma operação sólida e sustentável, especialmente em tempos de incerteza econômica.
Com a experiência acumulada e uma visão clara para o futuro, Rob Livingston assume um papel crucial na continuidade da história de sucesso do Nubank, enquanto a empresa se prepara para novos desafios e oportunidades no cenário financeiro global. A fintech continua a ser um exemplo de inovação e adaptação no setor financeiro brasileiro.
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