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CFOs investem em tecnologia e IA para impulsionar negócios no Brasil
O estudo da Grant Thornton revela que CFOs brasileiros estão aumentando investimentos em tecnologia e inteligência artificial para garantir eficiência operacional e vantagem competitiva, apesar da economia instável. Foco em retorno mensurável e governança marca nova etapa na adoção dessas tecnologias.
Por Sofía Romero · 13 de ago. de 2026, 09:36

## CFOs ampliam investimentos em tecnologia e IA no Brasil
Mesmo sob uma conjuntura econômica marcada por incertezas, líderes financeiros de empresas no Brasil estão intensificando os investimentos em tecnologia e inteligência artificial. É o que revela o mais recente "CFO Survey Q2 2026", realizado pela Grant Thornton. O levantamento destaca que, apesar do otimismo estar em baixa — apenas 37% dos CFOs conservam visão positiva da economia —, a prioridade segue sendo a transformação digital como estratégia para eficiência e crescimento.
## Pesquisa indica foco em eficiência e inovação
Foram entrevistados 232 dirigentes financeiros, que apontaram para um cenário de inflação elevada, tensões geopolíticas e custos operacionais altos. Mesmo nesse contexto, **67% dos executivos** afirmam que vão aumentar investimentos em tecnologia e transformação digital nos próximos 12 meses. Essa tendência confirma o papel estratégico dos CFOs na definição dos rumos da inovação empresarial.
Segundo Marco Aurélio Neves, sócio-líder de consultoria da Grant Thornton, o CFO deixou de ter atuação restrita ao controle financeiro. "Ele participa diretamente das decisões sobre transformação digital, inovação e geração de valor, tornando-se protagonista da estratégia empresarial", explica.
## Inteligência artificial e retorno sobre investimento
A pesquisa mostra que a implementação de inteligência artificial está entrando em nova fase. Agora, o maior desafio dos CFOs é mensurar o retorno desses aportes e garantir que os projetos de IA realmente tragam resultados para os negócios. Apesar do elevado interesse, muitas empresas ainda carecem de processos claros para avaliar o impacto dos investimentos, aumentando a demanda por governança, indicadores e acompanhamento da execução.
"A discussão não é mais se a empresa deve investir em inteligência artificial, mas como garantir retorno mensurável desses investimentos", reforça Neves. Governança e disciplina financeira passam a ser tão relevantes quanto a própria tecnologia no contexto atual.
## Eficiência operacional além do corte de custos
No novo cenário, os CFOs estão apostando em tecnologia para promover eficiência operacional, indo além da simples redução de despesas: 87% buscam iniciativas para economizar, mas apenas 42% acreditam no alcance das metas nesse quesito. O estudo mostra ainda que estratégias como outsourcing e nearshoring estão sendo cada vez mais utilizadas para ampliar a produtividade e a flexibilidade.
A expansão também está no radar, embora de forma mais seletiva: 42% dos CFOs esperam crescimento das operações de fusões e aquisições, com ênfase em empresas que acelerem a inovação digital. Para 60% dos entrevistados, tecnologia e IA são fundamentais na geração de valor dessas transações.
## Transformação do papel do CFO
O levantamento aponta uma clara mudança estrutural: o CFO assume uma posição estratégica, equilibrando governança, gestão de riscos e crescimento sustentável. A vantagem competitiva, segundo Neves, dependerá cada vez mais da execução consistente de investimentos tecnológicos e da disciplina na gestão dos recursos corporativos.
"Eficiência não é só cortar custos, mas investir de maneira inteligente e direcionar recursos para iniciativas que criem valor competitivo", finaliza o consultor.
A pesquisa consolida a percepção de que, mesmo com adversidades econômicas, a transformação digital permanece como prioridade para o crescimento das empresas brasileiras.
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