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Como funciona a internet direto do satélite para celulares no Brasil

A Anatel deu sinal verde para testes da tecnologia direct-to-cell, que conecta celulares diretamente a satélites de baixa órbita, sem necessidade de torres terrestres. A novidade pode ampliar a inclusão digital em áreas isoladas do Brasil, mas será implementada de forma auxiliar e limitada inicialmente.

Por Miguel Pérez · 12 de ago. de 2026, 06:52

Como funciona a internet direto do satélite para celulares no Brasil
## Anatel libera testes de conexão direta entre celular e satélite A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou operações experimentais da tecnologia chamada **direct-to-cell**, solução que permite celulares se conectarem diretamente a satélites sem depender de torres terrestres. Essa inovação pode levar conectividade à internet para regiões isoladas e áreas sem cobertura atualmente disponível nas redes móveis tradicionais do Brasil. ## Como funciona a conexão direct-to-cell Diferente da navegação tradicional, onde o sinal depende de uma infraestrutura de torres terrestres, a tecnologia **direct-to-cell** utiliza satélites de baixa órbita (cerca de 500 km acima da Terra) que simulam torres no espaço. Esses satélites se comunicam diretamente com celulares comuns, dispensando equipamentos especiais. Segundo explicou Adriano Ponte, especialista do Canaltech, celulares normalmente trocam sinal entre diferentes torres até encontrar a de melhor qualidade. Porém, em locais remotos ou subterrâneos, a conexão costuma ser inexistente. Com direct-to-cell, satélites em alta velocidade sobrevoam o território brasileiro, mantendo a comunicação ativa e ampliando consideravelmente a área de cobertura do sinal de internet móvel. ## Vantagens e limitações da nova tecnologia Ao contrário dos satélites geoestacionários, que permanecem a cerca de 36 mil quilômetros de altitude (gerando alta latência e respostas lentas), os satélites de baixa órbita proporcionam menor tempo de resposta nas conexões. No entanto, por estarem em constante movimentação, cada satélite consegue servir apenas pequenas porções do território de cada vez, o que limita temporariamente a capacidade de transmissão de dados e a estabilidade do serviço. Empresas como Starlink utilizam esse modelo com milhares de satélites em atividade simultânea no espaço. Atualmente, a capacidade dessa tecnologia permite apenas a oferta de serviços auxiliares, ideal para emergências ou uso temporário em áreas sem acesso. Até o momento, não há expectativa de que essa solução substitua completamente as redes de cobertura móvel tradicionais (3G, 4G ou 5G), servindo como complemento em áreas desfavorecidas. ## Implementação no Brasil e próximos passos Apesar da aprovação experimental pela Anatel, o acesso direto de celulares a satélites ainda está nos estágios iniciais no Brasil. A estimativa do setor é que a tecnologia comece a operar de forma limitada até o final do ano, inicialmente oferecendo pouco volume de dados e atuando como backup auxiliar principalmente para emergências e usuários em zonas rurais. Na prática, para a maioria dos brasileiros, a experiência de conectividade diária seguirá baseada em torres tradicionais. O direct-to-cell será um reforço estratégico para ampliar o alcance da internet móvel, principalmente na garantia de comunicação em situações críticas e em regiões anteriormente incapazes de acessar a rede. Fique por dentro das últimas notícias de tecnologia do Brasil em braziltechhub.com

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