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Crise bancária no Paraná: 176 cidades sem agências até 2025
O Paraná enfrenta uma crise no setor bancário, com 176 cidades sem agências, resultado do fechamento de 667 unidades nos últimos dez anos. A digitalização dos serviços financeiros é um dos principais fatores para essa mudança.
Por Marcos Molina · 22 de ago. de 2026, 07:57

## O fechamento de agências no Paraná
Nos últimos dez anos, o Paraná viu o fechamento de **667 agências bancárias**, resultando em 176 cidades sem nenhuma unidade física até 2025. Este dado alarmante foi revelado por um estudo do **Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)**, que destacou Curitiba como a cidade mais afetada, com **192 agências** encerradas. Outras cidades como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu também sofreram perdas significativas.
## Impacto nas cidades
O levantamento mostra que, em todo o Brasil, **2.649 municípios** não possuem agências bancárias, somando aproximadamente **19 milhões de habitantes** sem acesso a esses serviços em suas localidades. No Paraná, essa realidade afeta cerca de **450 mil pessoas**, representando **2,29%** do total nacional. A crescente digitalização dos serviços financeiros é apontada como uma das principais razões para esse fenômeno, com dados da **Federação Brasileira de Bancos (Febraban)** indicando que **83% das transações** bancárias em 2025 foram realizadas por canais digitais.
## Mudança no modelo de atendimento
A especialista em gestão, **Alexandra Andrade de Almeida Cardoso**, ressalta que a redução das agências não se deve apenas à digitalização, mas também a uma nova abordagem no atendimento bancário. Com a concentração de clientes em grandes centros urbanos, o fechamento de agências se torna uma estratégia para reduzir custos operacionais, uma vez que as operações mais simples estão migrando para plataformas digitais. "Os bancos estão se adaptando a uma nova realidade onde a interação remota é cada vez mais comum", explica.
## Exclusão financeira digital
Entretanto, essa transformação traz desafios, especialmente para grupos vulneráveis, como **idosos e beneficiários de programas sociais**. Estes indivíduos enfrentam barreiras de conectividade e dificuldade em utilizar aplicativos, o que pode resultar em exclusão financeira. A ausência de agências físicas pode aumentar o custo de acesso aos serviços financeiros, seja pelo deslocamento até uma cidade vizinha ou pela necessidade de depender de terceiros para realizar operações.
## Alternativas e soluções
Embora o fechamento de agências seja um problema, **Alexandra Andrade** destaca que a população ainda tem acesso a serviços financeiros através de correspondentes bancários, caixas eletrônicos, lotéricas e cooperativas de crédito. No Paraná, as cooperativas já estão presentes em **376 dos 399 municípios**. Isso mostra que, mesmo sem agências tradicionais, a população pode ter atendimento, ainda que de forma diferente. A **Unicred**, por exemplo, oferece serviços por meio de uma agência virtual que possibilita atendimento humano via WhatsApp e outras plataformas, mantendo a eficiência e o contato pessoal.
## Considerações finais
A crise bancária no Paraná ilustra um cenário complexo, onde a digitalização traz eficiência, mas também levanta questões sobre a inclusão financeira de todos os cidadãos. A adaptação às novas tecnologias é crucial, mas é fundamental garantir que aqueles que dependem do atendimento presencial não sejam deixados para trás. Para mais informações sobre tecnologia e sociedade no Brasil, acesse braziltechhub.com.


