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Ibovespa recua 1,7% com balanços negativos e fluxo global para tecnologia
O Ibovespa fechou em forte queda nesta sexta-feira, caindo 1,73%, puxado por resultados trimestrais mais fracos de grandes companhias como Lojas Renner e Petrobras, mesmo diante de um relatório do mercado de trabalho dos EUA abaixo do esperado. Enquanto Wall Street se beneficiou com a rotação global para tecnologia, o
Por Alfredo Díaz · 13 de ago. de 2026, 08:59
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## Queda do Ibovespa contraria cenário internacional
O principal índice da bolsa brasileira, **Ibovespa**, encerrou a sexta-feira (7) em forte queda de 1,73%, fechando aos 172.513 pontos, próximo da mínima do dia. O desempenho negativo foi impulsionado por balanços trimestrais abaixo do esperado de grandes companhias nacionais e pela movimentação global de investidores em direção a ações de tecnologia nos Estados Unidos.
## Impacto do relatório de empregos dos EUA
A divulgação do relatório oficial de empregos dos EUA (payroll), que mostrou fechamento de 23 mil vagas em julho, contrariou a expectativa de criação de 83 mil postos. O resultado surpreendeu negativamente economistas e ampliou o apetite por risco em Wall Street, levando muitos fundos globais a reorientarem suas posições para papéis tecnológicos do mercado americano. Apesar desse ambiente externo que, teoricamente, favoreceria mercados emergentes como o Brasil, a falta de fatores internos consistentes de atração de recursos para a B3 contribuiu para o desempenho desfavorável do Ibovespa.
## Balanços pressionam papéis de destaque
Um dos principais destaques negativos foi o papel ordinário da **Lojas Renner**, que recuou 8,09% após divulgar Ebitda ajustado de R$ 830 milhões no trimestre, 9% abaixo do projetado pelo mercado, e receita frustrando as expectativas em 4%. O Citi apontou ainda o impacto da redução no fluxo de clientes durante a Copa do Mundo. Outros papéis de peso também seguiram em baixa: **Vale ON** caiu 0,56%, **Petrobras PN** recuou 2,99% e **Petrobras ON** cedeu 3,42%. O setor bancário sentiu o reflexo dos resultados fracos da semana: **BTG Pactual** teve queda de 4,07%, **Banco do Brasil** de 1,08% e **Itaú** de 2,58%.
## Destaques positivos no índice
Nem todas as empresas registraram perdas. O destaque positivo ficou para o papel do **Fleury**, que valorizou 9,73% após reportar resultados considerados muito fortes no segundo trimestre, mantendo o bom momento operacional e superando expectativas do mercado.
Outra empresa importante, a **Engie**, fechou em queda de 5,22% mesmo após registrar lucro líquido de R$ 1,96 bilhão no trimestre, inflado por um efeito contábil não recorrente. Sem esse ajuste, o lucro seria de R$ 694 milhões, 23% acima do mesmo período do ano anterior.
## Comparação com mercados internacionais
Enquanto o Ibovespa sofreu pressão, o cenário foi diferente em Nova York. Nas bolsas americanas, o Dow Jones subiu 0,28%, o Nasdaq avançou 1,30% e o S&P 500 aumentou 0,62%, evidenciando a preferência global por ativos tecnológicos diante do cenário econômico dos EUA.
## Fechamento e perspectivas para investidores
Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 3,08%. O volume financeiro somou R$ 21 bilhões no índice e R$ 23,8 bilhões na B3. Analistas ressaltam que o foco dos investidores deve migrar para o relatório de inflação (CPI) dos EUA na próxima semana, que poderá indicar novos rumos para os mercados. Acompanhe esta e outras movimentações do mercado financeiro brasileiro em braziltechhub.com.


