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Implante cerebral pode restaurar movimentos em tetraplégicos no Brasil
Pesquisadores da Universidade de Tsinghua desenvolveram um implante cerebral que pode devolver movimentos a pacientes tetraplégicos. A tecnologia já foi aprovada para uso comercial na China e promete melhorar significativamente a qualidade de vida desses pacientes.
Por Cecilia Castro · 14 de ago. de 2026, 12:34

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, desenvolveu um inovador implante cerebral que promete restaurar a função das mãos em pacientes com tetraplegia. A tecnologia, conhecida como BCI (interface cérebro-computador), recebeu aprovação para comercialização na China em março de 2023, marcando um avanço significativo na medicina e no tratamento de paralisias.
## O que é o sistema NEO
O sistema, denominado NEO, consiste em um implante interno e um processador externo que permite a comunicação entre o cérebro e um dispositivo que auxilia na movimentação das mãos. O implante é alimentado por energia sem fio, eliminando a necessidade de cabos que poderiam causar infecções. Isso é feito por meio de uma antena indutiva de alta frequência, que fornece energia remotamente.
Os eletrodos epidurais, que são instalados no crânio, captam a atividade elétrica do cérebro e transmitem essas informações para um receptor externo, permitindo que o sistema decodifique as intenções de movimento do paciente. A tecnologia foi projetada para ser minimamente invasiva, garantindo que o tecido neural permaneça intacto.
## Como funciona na prática
O funcionamento do NEO é fascinante. O paciente imagina o ato de agarrar ou soltar um objeto, e o sistema responde instantaneamente acionando uma luva pneumática externa. Esse dispositivo foi testado em um paciente que ficou tetraplégico há 14 anos. Após o treinamento com o sistema, ele conseguiu realizar tarefas simples, como comer e beber de forma independente, algo que antes era impossível para ele.
Os resultados foram impressionantes: o paciente alcançou 100% de sucesso em tarefas de mover objetos utilizando o NEO, enquanto apenas 35% de sucesso foi registrado sem a ajuda da tecnologia. Esse avanço não apenas melhorou suas habilidades motoras, mas também elevou sua qualidade de vida.
## A pesquisa e os testes
A pesquisa que levou ao desenvolvimento do NEO começou em 2013, sob a liderança do Professor Bo Hong. A equipe trabalhou por uma década para criar um dispositivo que fosse eficaz e seguro. O primeiro implante foi realizado em 24 de outubro de 2023, e as expectativas são de que, em três a cinco anos, a tecnologia esteja disponível para o público em geral na China.
Os candidatos ao implante devem ter entre 18 e 60 anos, apresentar uma lesão na medula espinhal estável e não ter a capacidade de agarrar objetos. Os dados dos ensaios clínicos indicam melhorias significativas na capacidade de agarrar, reforçando a eficácia do dispositivo e seu impacto positivo na vida dos pacientes.
## O futuro das interfaces cérebro-computador
Esta tecnologia representa um grande passo na medicina regenerativa e na neurotecnologia. Enquanto a China avança rapidamente nesse campo, especialistas ressaltam a importância de acompanhar o desenvolvimento de startups em todo o mundo, como a Neuralink, de Elon Musk. Essa corrida tecnológica pode trazer novas esperanças para muitos que vivem com limitações físicas.
Para o Brasil, ainda não há informações sobre a chegada dessa tecnologia, mas a esperança é que inovações como essa possam beneficiar pacientes brasileiros no futuro. Para mais detalhes sobre tecnologia e inovação, continue acompanhando as novidades em braziltechhub.com.
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