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INPE apresenta queda no desmatamento e ampliação do uso de IA no monitoramento ambiental

O INPE revelou queda no desmatamento da Amazônia e anunciou projetos inovadores, como o uso de Inteligência Artificial no monitoramento ambiental. O Instituto também amplia a transparência de dados e fortalece parcerias nacionais e internacionais para promover avanços em ciência e proteção ambiental.

Por Pedro Fernández · 12 de ago. de 2026, 12:30

INPE apresenta queda no desmatamento e ampliação do uso de IA no monitoramento ambiental
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentou, nesta sexta-feira (7/8), novidades significativas para o monitoramento ambiental brasileiro. Durante visita oficial, foram divulgados dados que apontam para a diminuição do desmatamento no país, especialmente na Amazônia, além de iniciativas que reforçam o compromisso do Instituto com a pesquisa espacial, a observação da Terra e a proteção ambiental. ## Dados sobre o desmatamento e transparência Segundo informações apresentadas pelo INPE, houve uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento no bioma amazônico, conforme registros do sistema Deter. O Instituto também reforçou sua política de transparência ativa, passando a divulgar regularmente os destaques técnicos do Programa Queimadas, que inclui dados de focos de fogo ativo, eventos críticos e risco meteorológico de incêndios. Todas as informações são disponibilizadas para o público em seu portal institucional. ## Inovação e tecnologia no combate ambiental Entre as novidades, destaca-se o acordo firmado para uso de Inteligência Artificial e imagens de satélite na detecção e classificação de manchas de óleo nas Águas Jurisdicionais Brasileiras, que amplia o leque de atuação tecnológica do INPE. O Programa IDEIA TerraBrasil, que conta com a expertise do Instituto no processamento de grandes volumes de dados, tem proporcionado melhorias importantes na gestão de políticas públicas e ambientais. Além disso, o GeoPortal TerraClass, desenvolvido em parceria com a Embrapa, passou a disponibilizar dados completos sobre o uso e cobertura do solo. Estes dados têm sido fundamentais para apoiar estratégias de adaptação à mudança do clima em todos os 5.570 municípios brasileiros. ## Formação, cooperação científica e novos projetos O INPE reafirmou seu histórico de capacitação. Cursos promovidos pelo CPTEC tem preparado meteorologistas para uso de técnicas de previsão imediata e emissão de alertas, além de promover eventos, como webinars abertos ao público, para debater o acesso e uso de dados geoespaciais. O Instituto ampliou parcerias internacionais, incluindo a missão sino-brasileira de observação da Terra e ações conjuntas para criar espaços dedicados à história da tecnologia espacial no Brasil. Na região amazônica, a unidade de Belém intensificou projetos de monitoramento, pesquisa aplicada e recuperação experimental de áreas degradadas, visando a integração entre ciência, proteção ambiental e segurança do campus, especialmente voltados à prevenção de incêndios. ## Especialistas, reconhecimento e perspectivas O reconhecimento de bolsistas e cientistas do Instituto em pesquisas sobre qualidade do ar e astrofísica reforça o papel do INPE como referência em ciências ambientais, planetárias e computacionais. A sucessão na diretoria também foi marcada pelo agradecimento à gestão anterior e apresentação da nova liderança, focada em fortalecer ainda mais a transparência, o diálogo institucional e a atuação estratégica frente aos desafios climáticos e ambientais. A atuação do INPE se mostrou decisiva também na análise de fenômenos como o El Niño, com boletins elaborados em parceria com órgãos federais para orientar políticas de resposta e mitigação dos impactos em diferentes regiões do país. Para mais notícias sobre avanços em ciência, meio ambiente e tecnologia no Brasil, acesse braziltechhub.com.

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