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Inteligência artificial transforma obras e vendas, mas compra de terreno segue humana

A inteligência artificial está encurtando etapas e acelerando decisões em grandes construtoras brasileiras, melhorando produtividade no setor imobiliário. No entanto, a escolha e compra do terreno, etapa estratégica e fundamental, ainda depende de experiências e relações humanas.

Por Jorge García · 12 de ago. de 2026, 11:41

Inteligência artificial transforma obras e vendas, mas compra de terreno segue humana
A chegada da inteligência artificial ao mercado imobiliário brasileiro está revolucionando processos internos das construtoras. Enquanto atividades como criação de imagens de lançamentos, análise de contratos e acompanhamento de obras tornaram-se muito mais ágeis, a escolha do terreno para construir ainda permanece nas mãos dos profissionais. ## Como a inteligência artificial já é usada nas incorporadoras Empresas como **Benx** (do Grupo Bueno Netto) e **G.D8** investiram fortemente em IA para ganhar competitividade. Essas construtoras, que lideram empreendimentos de alto valor e grande escala, utilizam a tecnologia para automatizar tarefas e acelerar decisões ao longo da cadeia de desenvolvimento imobiliário. No projeto **Parque Global**, em São Paulo, conduzido pela Benx, o uso de IA ajuda a gerenciar um dos maiores canteiros de obras do país, com mais de R$ 14 bilhões em valor geral de vendas. Imagens 3D, plantas, cenários comerciais e documentos passaram a ser produzidos em semanas, em vez de meses, acelerando aprovações e ajustes de projeto. Já a **G.D8**, conhecida pelo edifício Biosquare, aposta em IA em todas as etapas do negócio, passando por criação de produto, marketing, análise financeira, atendimento e execução de obras. Segundo Daniel Ribeiro, CEO da G.D8, o impacto mais perceptível está na fase de conceituação, onde é possível criar alternativas visuais e interagir com o público sem depender de modelagens longas ou caras. “Mais do que velocidade, a IA muda o próprio fluxo de trabalho e permite testar ideias antes de investir em um protótipo completo”, ressalta Ribeiro. A antecipação do feedback do cliente potencial reduz retrabalho e aumenta a chance de sucesso dos empreendimentos. ## IA ainda enfrenta limites no setor Apesar dos avanços, existe uma atividade que permanece essencialmente humana: a escolha e negociação do terreno. Os algoritmos já ajudam mapeando bairros, analisando dados públicos e sugerindo vocações para as regiões, mas o toque final depende da experiência, networking e do chamado faro do empreendedor. Segundo Ribeiro, a decisão envolve aspectos subjetivos, como o potencial de valorização, relacionamento com proprietários e leitura de transformações urbanas que a IA ainda não consegue substituir. “O processo de entendimento do contexto, negociação e visão de longo prazo é uma etapa em que a máquina auxilia, mas não supera o fator humano”, explica. Ferramentas proprietárias, munidas de IA, já organizam e cruzam informações de múltiplas fontes públicas, melhorando a precisão das estimativas para aquisição de terras. Ainda assim, a palavra final é das equipes das incorporadoras, reforçando que tecnologia e experiência caminham juntas. ## Tendências e futuro da IA no mercado imobiliário Na prática, a inteligência artificial já representa ganhos de produtividade, economia de tempo e maior alinhamento do produto às expectativas do consumidor. Para os próximos anos, a expectativa é que a IA avance ainda mais em simulações e projeções de cenários econômicos, mas as decisões bilionárias seguirão exigindo análise humana única. Para acompanhar como a tecnologia vai transformar ainda mais o setor imobiliário brasileiro, fique por dentro das principais novidades em braziltechhub.com

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