Notíciaother
Justiça dos EUA multa Meta em US$ 567 milhões e impõe restrições para proteger jovens
A Meta foi condenada nos EUA a pagar US$ 567 milhões por danos à saúde mental de jovens e terá que intensificar controles sobre contas de menores, incluindo exclusão de perfis abaixo de 13 anos e restrições em notificações. A decisão serve de alerta para o debate sobre segurança infantil nas redes sociais no Brasil.
Por Ángel Torres · 14 de ago. de 2026, 12:40

## Meta é condenada por danos à saúde mental de jovens
A gigante das redes sociais **Meta** foi condenada nesta quinta-feira (6) por um tribunal do Novo México, nos Estados Unidos, a pagar **US$ 567 milhões** (cerca de R$ 3 bilhões) em indenização e reforçar medidas de proteção para crianças e adolescentes em suas plataformas, como Facebook e Instagram. A decisão é fruto de um processo que acusou a empresa de contribuir para a crise de saúde mental juvenil ao permitir práticas comerciais tidas como "desleais, enganosas e abusivas" voltadas a menores de idade.
## Entenda o contexto da decisão
A sentença foi proferida pelo juiz Bryan Biedscheid, que ressaltou o impacto das redes sociais na saúde mental infantil, comparando seus efeitos à poluição de uma fábrica. Segundo o tribunal, a atuação da Meta não afeta apenas o ambiente digital, mas ultrapassa o mundo virtual, atingindo famílias, escolas e o cotidiano das comunidades. A multa será destinada a um fundo para remediar danos relacionados ao uso das redes sociais por crianças.
O julgamento ocorre em um momento crítico, com diversas ações judiciais em andamento contra a Meta e outras grandes plataformas. Em março, a empresa já havia sido responsabilizada por ocultar riscos para jovens usuários, sendo condenada ao pagamento de US$ 375 milhões em outra decisão.
## Regras e restrições impostas à Meta
Além da multa de US$ 567 milhões, o tribunal impôs determinações para ampliar a segurança de menores:
- **Exclusão de contas e dados de menores de 13 anos**;
- **Desativação das notificações push** durante dias letivos (8h às 15h) e madrugadas (22h às 7h) para menores de 18 anos;
- **Configuração automática de perfis privados** para adolescentes no Novo México;
- **Proibição de interações românticas ou sexualizadas entre usuários e chatbots de IA da Meta** por adolescentes;
Outras demandas, como alteração dos algoritmos da plataforma, foram rejeitadas pelo juiz citando limitações legais nos EUA.
## Impacto global e reflexos para o Brasil
A decisão dos Estados Unidos pode servir de referência para discussões no Brasil, onde o tema da segurança digital infantojuvenil também está em pauta. No Congresso Nacional, projetos que buscam regular o uso de redes sociais por menores avançam em meio a debates sobre responsabilidade das plataformas e proteção à saúde mental.
A **Meta** afirmou que recorrerá da decisão e reforça a transparência de suas políticas de proteção, destacando esforços contínuos para combater conteúdos e usuários mal-intencionados.
Esses desdobramentos mostram a urgência de discutir políticas responsáveis para o ambiente online, especialmente para crianças e adolescentes brasileiros que também estão expostos aos desafios e riscos das redes sociais.
Fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia e sociedade em braziltechhub.com


