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Levantamento mostra que estudantes brasileiros usam IA, mas faltam orientações

Pesquisa inédita da Opera mostra que estudantes brasileiros recorrem cada vez mais à inteligência artificial nos estudos, mas a maioria não recebe orientação formal de escolas ou universidades sobre como usar a tecnologia de forma crítica e eficaz. Especialistas destacam a importância de diretrizes claras para promover

Por Álvaro Blasco · 12 de ago. de 2026, 10:48

Levantamento mostra que estudantes brasileiros usam IA, mas faltam orientações
## Adoção da inteligência artificial cresce entre estudantes brasileiros O **Dia do Estudante**, celebrado em 11 de agosto, chega em um momento de transformação no cenário educacional brasileiro: a inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de estudos da maioria dos alunos. Segundo uma pesquisa inédita realizada pela **Opera**, empresa norueguesa de navegadores e agentes de IA, esse movimento acontece majoritariamente sem o suporte formal das escolas e universidades, deixando a cargo dos próprios alunos o discernimento sobre o uso adequado das novas ferramentas tecnológicas. ## Falta de orientação formal preocupa especialistas O levantamento, feito com mais de 2.400 estudantes de diferentes faixas etárias — de até 14 anos até 35 anos ou mais —, aponta que 71% consideram que a IA auxilia na compreensão dos conteúdos ou que seu impacto depende da forma de uso. No entanto, apenas 5% afirmaram terem recebido orientação formal sobre como utilizar essas tecnologias, enquanto 40% nunca tiveram qualquer tipo de suporte educacional nesse sentido. A ausência de diretrizes claras faz com que, por muitas vezes, os alunos utilizem a IA apenas para agilizar tarefas, sem explorar todo o potencial de aprendizado. A diretora regional da Opera no Brasil, Juliana Psaros, observa que a IA pode fortalecer a autonomia e o raciocínio crítico dos estudantes, mas reforça a importância de um acompanhamento pedagógico. “O objetivo não é substituir o esforço próprio, e sim potencializar o aprendizado ao ajudar a revisar conteúdos e identificar dificuldades”, afirma. ## Confiabilidade das informações e interesse por explicações aprofundadas Não é apenas rapidez que os estudantes buscam. De acordo com a pesquisa, 52% indicaram a necessidade de aprimorar a confiabilidade das informações fornecidas pelas ferramentas de IA. Entre jovens de 15 a 17 anos, a demanda é ainda maior: 60% pedem respostas mais seguras e 55% desejam explicações detalhadas, mostrando preocupação com a qualidade do conteúdo consumido. Para a pedagoga e doutora em educação da Unicamp, Mônica Garbin, o diferencial está no uso crítico da IA: utilizar a tecnologia para aprofundar dúvidas após leituras pode enriquecer a aprendizagem, mas delegar à ferramenta tarefas essenciais pode enfraquecer competências fundamentais como leitura e escrita. Ela reforça a urgência de desenvolver pensamento crítico e uso ético desses recursos entre os estudantes. ## Realidade nas instituições de ensino O levantamento destaca que 17% utilizam frequentemente a IA na elaboração de trabalhos, enquanto 31% a empregam apenas nos estágios iniciais, fazendo adaptações próprias. Por outro lado, 22% não recorrem à IA, e apenas 20% estudam em locais com políticas claras para uso da tecnologia. Além disso, 32% recebem orientações informais de professores e 9% relatam proibição das ferramentas em suas escolas ou universidades. Especialistas acreditam que a melhor estratégia não é proibir, mas sim preparar estudantes e professores para lidar de maneira crítica e consciente com a IA, que já se consolidou como parte do cotidiano acadêmico. Fique por dentro das transformações no setor da educação e acompanhe as últimas notícias do Brasil em braziltechhub.com

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