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Mercado de fusões e aquisições prevê alta em 2026, destaca Galápagos
O mercado de fusões e aquisições deve se recuperar ao longo de 2026, após um início de ano marcado por retração de mais de 50%. Setores como tecnologia, mídia e telecom mantêm o protagonismo nas operações, e investidores estratégicos brasileiros ampliam sua participação nas transações. A previsão é de retomada moderada
Por Carmen Torres · 12 de ago. de 2026, 11:04

## Sinais de recuperação após queda significativa
O mercado brasileiro de **fusões e aquisições** (M&A) começa a sinalizar uma retomada para o segundo semestre de 2026, de acordo com levantamento da **Galápagos**, empresa que atua há duas décadas no setor financeiro. Após um início de ano difícil, com recuo de mais de 50% nos anúncios de compra e venda de empresas e apenas 300 operações realizadas nos seis primeiros meses, já se observa otimismo para uma movimentação mais intensa nos próximos meses.
## Setores em destaque: tecnologia à frente
Os setores de **tecnologia**, mídia e telecomunicações continuam liderando o número de operações, com 102 transações já registradas em 2026. Historicamente, a área de tecnologia puxa o ritmo do mercado de M&A no Brasil, refletindo não só a digitalização das empresas, mas também o apetite dos investidores por inovação. Energia e concessões também aparecem como áreas de destaque, atraindo capital pelo potencial de investimento de longo prazo, menor sensibilidade ao ciclo curto de juros e perspectivas seguras de retorno.
## Influências do cenário econômico e perfil dos investidores
Um dos grandes desafios do ano foram as **taxas de juros elevadas** e cinco anos sem ofertas iniciais de ações (IPOs), o que inibiu muitos negócios no segmento tradicional. Segundo Carlos Parizotto, responsável pelo Banco de Investimento da Galápagos, os acordos para crescimento e expansão perderam espaço, sendo substituídos por transações destinadas à desalavancagem financeira e à melhoria da estrutura de capital.
No cenário atual, destaca-se o aumento da participação de investidores estratégicos brasileiros, que responderam por 62% das transações no primeiro semestre de 2026 — acima dos 56% registrados no mesmo período de 2025. Já os investidores estrangeiros, especialmente provenientes dos Estados Unidos, países árabes e China, incrementaram levemente sua presença, passando de 38% para 40%, mesmo com o real valorizado.
## Expectativas e tendências para o restante do ano
Apesar da expectativa de recuperação, os executivos da Galápagos ressaltam que o mercado ainda ficará aquém dos anos anteriores, com projeção de queda em torno de 20% no total de anúncios em 2026. O contexto eleitoral é avaliado como um fator secundário para os números do setor. Destacam ainda o interesse global pelo Brasil devido a vantagens em setores como engenharia, infraestrutura e tecnologia – incluindo áreas em crescimento como data centers e softwares, impulsionadas por energia disponível e custos competitivos.
Segundo a **Galápagos**, a robustez dos dados – provenientes de bases como Bloomberg, Capital IQ e Mergermarket – reforça a avaliação de que o segundo semestre tende a trazer maior dinamismo para as fusões e aquisições, colocando o Brasil em posição de destaque no radar global de investimentos.
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