Pular para o conteúdo
braziltechhub
Notíciaother

Meta rebate acusações de vício infantil em julgamento histórico nos EUA

O julgamento histórico nos Estados Unidos coloca a Meta no centro de uma grande discussão sobre o vício de crianças e adolescentes em redes sociais. A empresa nega as acusações feitas por 29 estados e defende que não há comprovação científica dos danos alegados, enquanto enfrenta pedidos de indenização bilionária e mud

Por Óscar Delgado · 19 de ago. de 2026, 07:55

Meta rebate acusações de vício infantil em julgamento histórico nos EUA
A gigante das redes sociais Meta, dona do **Facebook** e **Instagram**, está no centro de um dos maiores processos judiciais dos Estados Unidos. Vinte e nove estados americanos acusam a empresa de criar mecanismos que incentivam o vício em crianças e adolescentes em suas plataformas, supostamente com o objetivo de maximizar lucros, apesar dos impactos negativos à saúde mental dos jovens usuários. ## Entenda o caso e as acusações O processo, iniciado por um grupo bipartidário de estados, pede indenizações que podem alcançar centenas de bilhões de dólares e exige uma reformulação profunda dos aplicativos. Entre os estados líderes da acusação estão Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que alegam que a Meta desenhou suas plataformas de modo a reter o público jovem pelo maior tempo possível, além de coletar dados pessoais e omitir riscos à saúde mental. Segundo os procuradores, essas práticas aumentaram casos de ansiedade, depressão e até suicídio entre jovens. Também acusam a Meta de desconhecer a legislação americana, especialmente no uso e coleta de dados de menores de idade, e ocultar informações importantes do público e dos responsáveis. ## Defesa da Meta e impacto potencial Representantes legais da Meta afirmaram à Justiça que não existe comprovação científica entre uso de redes sociais e males à saúde dos adolescentes. O advogado Paul Schmidt defendeu que a empresa busca sempre aprimorar seus serviços, inclusive para garantir a segurança dos jovens. Ele ressaltou que o sucesso da Meta depende da satisfação dos usuários, rebatendo as alegações de que buscaria torná-los dependentes. A CEO Yvonne Gonzalez Rogers será responsável por julgar a responsabilidade da empresa. Caso seja condenada, a Meta poderá ser obrigada a pagar multas que somariam até US$ 1,4 trilhão (aproximadamente R$ 7,3 trilhões) ou modificar recursos, como o fim das curtidas e da rolagem infinita. Entre as propostas dos estados, estão o controle de tempo na plataforma para menores e restrições para crianças menores de 13 anos. ## Testemunhos e polêmicas já conhecidos Arturo Bejar, ex-engenheiro da Meta, prestou depoimento alegando que, internamente, a companhia já sabia das falhas em suas ferramentas de proteção. A acusação reforçou casos anteriores, como o da ex-funcionária Frances Haugen, que revelou ao Senado americano em 2021 documentos apontando que a empresa não priorizava o bem-estar infantil quando confrontada com as perdas financeiras. O histórico de multas bilionárias mostra que as discussões legais sobre o tema estão longe de terminar, sendo essa ação vista como um divisor de águas para regulação digital em grandes plataformas. Mesmo com as acusações, a Meta mantém sua posição de que há benefícios nas redes e diz estar aberta a melhorias contínuas. Fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia e sociedade no Brasil em braziltechhub.com

bth|Leia também

Meta nega vício infantil em julgamento nos EUA | Brazil Tech Hub