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Nora Bateson propõe nova visão sobre educação e tecnologia nas escolas brasileiras

Nora Bateson defende que as escolas brasileiras não devem ser culpadas pelos desafios vividos pelos alunos, apontando a necessidade de uma transformação da abordagem educacional. Ela enfatiza a urgência de considerar emoções e o impacto da tecnologia no processo de aprendizagem. Seu olhar propõe repensar o papel da esc

Por César Martínez · 15 de ago. de 2026, 06:03

Nora Bateson propõe nova visão sobre educação e tecnologia nas escolas brasileiras
## Desafios da educação no contexto contemporâneo A pesquisadora **Nora Bateson**, filha do renomado antropólogo Gregory Bateson, tem chamado atenção globalmente com seus estudos sobre os limites da educação tradicional. Em recente conversa exclusiva, Nora fez um alerta importante: as escolas podem prejudicar crianças, mas isso não é resultado direto das instituições, e sim das estruturas e abordagens consolidadas ao longo do tempo. Segundo Bateson, a escola — enquanto espaço de desenvolvimento — enfrenta hoje desafios inéditos impostos por uma sociedade em transformação acelerada pela tecnologia. "A educação precisa ser vista além do modelo antigo, que muitas vezes ignora os aspectos emocionais dos alunos e a influência profunda do digital na vida moderna", destaca a pesquisadora. ## O papel das emoções e da tecnologia no aprendizado Bateson ressalta que a aprendizagem não deve ser exclusivamente centrada em conteúdos curriculares, mas também atenta ao contexto emocional dos estudantes. Para ela, crianças e adolescentes enfrentam pressões emocionais cada vez mais complexas. O ambiente escolar, quando engessado por métodos tradicionais, pode intensificar ansiedades e inseguranças. A influência da tecnologia agrega outra camada a esse cenário. Redes sociais, aplicativos de comunicação e a presença constante do digital mudam a forma como alunos lidam com informações e se relacionam entre si. "Não se trata apenas de trazer tecnologia para dentro da sala de aula, mas de repensar o papel que ela desempenha nas relações humanas e no próprio processo educativo", explica Bateson. ## Uma nova abordagem para o ensino brasileiro No contexto brasileiro, onde a desigualdade educacional é notável e o acesso à tecnologia nem sempre é equitativo, as reflexões de Bateson ganham destaque. O debate sobre o futuro da educação passa pela urgência de metodologias que considerem as necessidades emocionais dos alunos, promovam ambientes mais colaborativos e incluam o digital como ferramenta de aproximação e não de distanciamento. Bateson enfatiza que a transformação não exige heroísmo dos professores ou culpa das instituições: "É preciso reconhecer a complexidade do sistema de ensino e trabalhar para criar espaços onde as crianças possam se desenvolver plenamente, emocionalmente e intelectualmente". ## Caminhos possíveis e perspectivas para o Brasil Especialistas brasileiros já vêm, em parte, dialogando com essa visão ao defenderem educação socioemocional e políticas públicas que aproximem tecnologia e inclusão. O desafio, segundo Nora Bateson, está em equilibrar tradição, inovação e respeito à diversidade de realidades nas escolas do país. Cabe ao Brasil experimentar, inovar e buscar modelos alternativos, levando em conta que o erro não está necessariamente nas instituições, mas na mentalidade que resiste a mudanças fundamentais. O futuro da educação brasileira depende de um novo olhar, atento tanto à mente quanto ao coração dos alunos. Para acompanhar debates e análises sobre o presente e o futuro da educação no país, continue acompanhando braziltechhub.com.

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