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Nova tecnologia brasileira simula tecidos humanos e reduz testes em animais

Cientistas do CNPEM lançaram uma plataforma 3D que simula tecidos humanos para testes de toxicidade, promovendo pesquisas mais precisas e éticas. A novidade deve estar disponível a partir de 2025 e promete reduzir significativamente o uso de animais em laboratório em todo o Brasil.

Por Diego Sánchez · 12 de ago. de 2026, 06:55

Nova tecnologia brasileira simula tecidos humanos e reduz testes em animais
## Tecnologia inovadora possibilita simulação realista de tecidos humanos Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), anunciaram uma plataforma tecnológica capaz de simular tecidos humanos em três dimensões. A inovação promete transformar os testes de toxicidade de medicamentos e materiais, reduzindo significativamente a necessidade de experimentação animal no Brasil. O dispositivo utiliza a microfluídica, tecnologia que controla precisamente o fluxo de nutrientes, oxigênio e substâncias em escala microscópica. Assim, é possível cultivar modelos celulares 3D muito mais próximos da estrutura e do funcionamento encontrados nos tecidos humanos reais, o que resulta em respostas laboratoriais mais confiáveis e uma avaliação mais precisa do impacto de fármacos, nanomateriais e poluentes. ## Vantagens do novo método e aplicações Diferente das culturas celulares tradicionais, que se desenvolvem apenas em superfícies planas, a plataforma desenvolvida no CNPEM permite múltiplos experimentos automatizados em um material chamado PDMS – um silicone maleável, transparente, biocompatível e de baixo custo. Entre os principais avanços apresentados: - **Protocolo simples e reprodutível**: mesmo pesquisadores sem experiência com microfluídica podem utilizar a plataforma no dia a dia do laboratório. - **Design reversível**: após o ensaio, os modelos celulares podem ser recuperados intactos para novas análises, algo raro em métodos tradicionais. - **Ensaios sob fluxo contínuo**: reproduzindo a circulação natural de nutrientes e moléculas dos organismos vivos, o resultado é muito mais próximo do que realmente ocorre em humanos. Esses diferenciais posicionam a plataforma como uma grande aliada em áreas como farmacologia, nanotecnologia, biotecnologia, ciência dos materiais e ecotoxicologia. Isso pode acelerar pesquisas de medicamentos e contribuir para a segurança de produtos antes de serem lançados ao mercado. ## Impacto para a pesquisa e o futuro da tecnologia no Brasil A pesquisadora Iris Renata Sousa Ribeiro, líder do estudo no Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, destaca que o objetivo é democratizar o acesso à plataforma. "Queremos que cientistas de universidades, institutos e empresas de todo o país possam usar essa tecnologia para realizar testes de toxicidade cada vez mais precisos", afirma. O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado na revista ACS Measurement Science Au em julho. Além do CNPEM, a iniciativa teve apoio da FAPESP, destacando o papel da ciência brasileira na inovação de métodos que reduzem o uso de animais em laboratórios e promovem pesquisas mais éticas. Segundo o CNPEM, a plataforma deve estar disponível como infraestrutura aberta já no começo de 2025, possibilitando uma nova era para os estudos toxicológicos nacionais. Interessados podem consultar o artigo completo: https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsmeasuresciau.6c00140 Fique por dentro das inovações científicas que impactam o Brasil em braziltechhub.com

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