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Paraná instala rede de supercomputadores para impulsionar pesquisa científica

O Paraná investe em uma rede estadual de supercomputadores para acelerar pesquisas em saúde, biotecnologia e inteligência artificial. Serão nove equipamentos de alto desempenho instalados em universidades públicas e centros de ciência do estado, com parceria internacional e integração local. A iniciativa deve transform

Por Mariano Bravo · 23 de ago. de 2026, 14:39

Paraná instala rede de supercomputadores para impulsionar pesquisa científica
## Paraná investe em infraestrutura de computação de alto desempenho O Paraná deu um passo significativo no cenário nacional de tecnologia ao implementar uma rede inédita de supercomputadores. Ao todo, nove máquinas importadas da Índia comporão a estrutura de processamento, tornando-se uma das mais avançadas do país. A iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria entre a Fundação Araucária, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Hi-Mix Eletrônicos S/A. O contrato, oficializado no primeiro semestre de 2026, prevê que essas máquinas sejam distribuídas por sete universidades públicas estaduais, além do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e do Data Center do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), em Londrina. O objetivo central é ampliar a capacidade de processamento de dados para a rede de pesquisa e inovação do estado, beneficiando milhares de pesquisadores. ## Estrutura inovadora e distribuição estratégica Os supercomputadores serão integrados, formando uma rede estruturada em quatro níveis. Apesar de estarem instalados em diferentes cidades do Paraná, os equipamentos atuarão de forma conectada. Cada unidade — ou nó — contará com processadores, memória e armazenamento próprios, organizados para trabalhar de maneira colaborativa. A unidade central, considerada o “cérebro” da rede, ficará na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com capacidade de 650 Tflops, ou seja, 650 trilhões de operações matemáticas por segundo. Outros quatro polos regionais terão máquinas de 300 Tflops cada, localizadas na Unioeste (Cascavel), UEM (Maringá), UEL (Londrina) e Unicentro (Guarapuava). Para atividades de capacitação, testes de algoritmos e projetos de menor escala, três supercomputadores menores (2 a 5 Tflops) do modelo PARAM Shavak serão instalados na UENP (Jacarezinho), Unespar (Paranavaí) e Tecpar (Curitiba). O grande destaque fica por conta do IDR, em Londrina, que receberá um supercomputador voltado para inteligência artificial, com 13 petaflops de capacidade — o que permitirá aplicações avançadas como machine learning, aprendizado profundo e processamento de grandes conjuntos de dados. ## Tecnologia internacional e integração local Responsável pela fabricação dos equipamentos, o Centre for Development of Advanced Computing (C-DAC), órgão do governo indiano, é reconhecido internacionalmente pela linha de supercomputadores Param. Todos os sistemas serão testados e aferidos na Índia antes de serem enviados ao Brasil. A fase de montagem, customização e validação será realizada no Brasil, na planta industrial da Hi-Mix, em Pato Branco, região Sudoeste. Posteriormente, as máquinas serão encaminhadas para as universidades e centros integrantes da rede, promovendo inovação local e oportunidades em setores estratégicos como saúde, ciências agrárias, biológicas e biotecnologia. ## Impacto para a pesquisa e a inovação A rede posiciona o Paraná como referência nacional em infraestrutura computacional, facilitando a realização de simulações complexas, desenvolvimento de soluções de inteligência artificial e modelagem climática. O cronograma prevê que as primeiras máquinas cheguem ao estado ainda em 2026, com conclusão da implantação até 2028. Pesquisadores de diferentes áreas, desde a biotecnologia à ciência de dados, poderão usar recursos até então disponíveis em poucos polos do país, alavancando o potencial científico do estado. Para mais novidades sobre tecnologia e ciência no Brasil, acompanhe as atualizações em braziltechhub.com.

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