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Por que carros elétricos fazem barulho em baixa velocidade? Entenda a tecnologia
Carros elétricos passaram a emitir sons artificiais em baixas velocidades para aumentar a segurança de pedestres e ciclistas. A tecnologia já é regulamentada em diversos mercados e ganha espaço também no Brasil, adaptando-se às exigências de segurança urbana. O sistema, chamado AVAS, utiliza alto-falantes externos e ca
Por Pablo Ríos · 16 de ago. de 2026, 04:59
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A presença silenciosa dos carros elétricos revolucionou o trânsito urbano, tornando-se símbolo de inovação e sustentabilidade. No entanto, o que muitos notam é que, em baixas velocidades, esses veículos passam a emitir sons artificiais, surpreendendo motoristas e pedestres. Mas por que carros elétricos fazem barulho quando estão devagar?
## O silêncio dos elétricos e os riscos invisíveis
Diferente dos veículos a combustão, carros elétricos não possuem motores barulhentos. Isso traz mais discrição ao rodar, principalmente em ambientes urbanos. Porém, o "silêncio elétrico" pode representar perigo para pedestres, ciclistas e, especialmente, pessoas com deficiência visual, que contam com o som do trânsito para perceber a aproximação de veículos.
## Como funciona o sistema de aviso sonoro
Para evitar acidentes, fabricantes adotaram o **Acoustic Vehicle Alerting System (AVAS)**. O sistema usa alto-falantes externos para emitir sons eletrônicos quando o carro está em baixas velocidades — geralmente até 20 ou 30 km/h, conforme regras locais. Esses sons servem como alerta para as pessoas ao redor.
A Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) estabeleceu normas técnicas, como o Regulamento nº 138, detalhando intensidade, frequência e situação em que o AVAS deve operar. Nos Estados Unidos, estudos da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) mostraram que carros elétricos e híbridos são mais propensos a envolver-se em acidentes com pedestres em velocidades baixas devido ao silêncio do motor, impulsionando a adoção obrigatória do sistema.
## Situação no Brasil e padronização dos sons
No Brasil, não há ainda exigência nacional para todos os modelos, mas grande parte dos veículos segue padrões internacionais, principalmente aqueles fabricados por montadoras globais. Em alguns modelos, o AVAS pode ser desligado temporariamente, mas, pelas normas mais recentes, ele volta a ser ativado automaticamente ao ligar o automóvel.
O tipo de som não é padronizado: cada marca escolhe sua própria identidade sonora. As opções vão de zumbidos eletrônicos simples a variações inspiradas em turbinas ou sintetizadores, desde que sigam os limites mínimos e máximos de intensidade definidos pelas normas técnicas.
## Impactos e tendência nos centros urbanos
A discussão central é o aumento da segurança para todos no trânsito. A tendência é que a obrigatoriedade do AVAS cresça também no Brasil devido ao aumento da frota de veículos elétricos nas cidades. Esse ajuste sonoro faz parte das novas demandas por mobilidade urbana mais segura e eficiente.
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