Notíciaother
Psicóloga canadense critica proibição de redes sociais para jovens
A psicóloga Candice Odgers critica a ideia de proibir redes sociais para jovens, afirmando que essa não é uma solução eficaz para a crise de saúde mental. Ela defende a necessidade de uma abordagem mais responsável por parte das empresas de tecnologia e um melhor suporte aos jovens.
Por Beatriz Romero · 17 de ago. de 2026, 13:42

## A crítica às proibições
A psicóloga canadense **Candice Odgers**, especialista em saúde mental de crianças e adolescentes, tece críticas contundentes às propostas de proibição de redes sociais para jovens, afirmando que tais medidas não são soluções eficazes para a crise de saúde mental enfrentada por essa população. Em um recente **TED Talk** que já acumula mais de 260 mil visualizações, Odgers discute a relação entre o uso de smartphones e redes sociais e o aumento de casos de ansiedade e depressão entre os jovens.
Odgers aponta que a narrativa predominante que associa as redes sociais a problemas de saúde mental é baseada em percepções errôneas e não sustentada por evidências científicas. Ela destaca que, embora existam algumas correlações entre o uso intenso de redes sociais e problemas de saúde mental, essas associações são pequenas e frequentemente desaparecem ao considerar outros fatores, como traumas e histórico familiar.
## A realidade dos jovens
No Brasil, a **Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD)** tomou medidas drásticas, como a suspensão de transmissões ao vivo do Discord, após um caso trágico de um adolescente. Odgers, no entanto, argumenta que proibir o acesso a essas plataformas pode ter um efeito contrário, afastando os jovens de ambientes regulados e seguros, e levando-os a espaços online menos seguros.
Candice enfatiza que a proibição não resolve os problemas, mas ignora causas mais complexas. Ela afirma que a abordagem deve ser mais focada na responsabilidade das empresas de tecnologia em garantir a segurança dos jovens nas plataformas. "Os jovens são resilientes e, ao invés de proibi-los, devemos apoiá-los e estabelecer expectativas altas", diz Odgers.
## O apoio à proibição
A discussão sobre restrições ao uso de redes sociais não é exclusiva do Brasil. Países como a Austrália já implementaram leis que proíbem menores de 16 anos de usar plataformas populares, e o apoio a essas medidas é crescente, com pesquisas indicando que muitos adultos acreditam que a restrição é um caminho para melhorar a saúde mental das crianças.
No entanto, Odgers alerta que essa abordagem simplista não considera a complexidade do desenvolvimento juvenil e os múltiplos fatores que afetam a saúde mental. Ela afirma que a narrativa de que as redes sociais são a principal causa dos problemas de saúde mental é perigosa e pode desviar a atenção de questões mais graves que precisam ser abordadas.
## Conclusão
A psicóloga conclui que tanto a sociedade quanto as políticas públicas precisam repensar a maneira como lidam com a saúde mental dos jovens. Em vez de focar em proibições, é essencial encontrar maneiras de apoiar os jovens em um ambiente digital, promovendo segurança e responsabilidade.
A discussão sobre o papel das redes sociais na vida dos jovens é complexa e deve ser abordada com cautela. Proibições podem parecer uma solução simples, mas não são a resposta mágica que muitos esperam. Para mais informações sobre este e outros temas relevantes, visite **braziltechhub.com**.


