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Setor de pagamentos digitais pode reduzir consumo de energia em até 15%
A Akua acredita que a indústria de pagamentos digitais pode aumentar a eficiência energética em até 15% por meio da otimização de processos e uso de inteligência artificial. A iniciativa Green Akua busca medir e reduzir o impacto ambiental das transações, incorporando indicadores como emissões de CO₂ e consumo de energ
Por Ana Castro · 23 de ago. de 2026, 07:19

A busca por eficiência energética no setor de pagamentos digitais está ganhando força no Brasil. Conforme estimativa da empresa de tecnologia **Akua**, é possível conquistar uma redução de até 15% no consumo de energia ao otimizar processos e adotar soluções baseadas em inteligência artificial.
## Crescimento do setor exige atenção ao impacto ambiental
O setor de pagamentos digitais tem apresentado crescimento acelerado, impulsionado por novos hábitos dos consumidores e pelo avanço da tecnologia. Entretanto, esse aumento gera também uma elevação significativa no consumo de energia — agravada pela maior demanda por infraestrutura digital, data centers e pela popularização da computação em nuvem.
Segundo a **Agência Internacional de Energia (IEA)**, a expectativa é que a demanda elétrica global dos data centers dobre até 2030. O uso cada vez maior de recursos como inteligência artificial e big data explica parte desse salto.
## Otimização pode garantir economia de energia
A estimativa de economia da Akua é baseada em estudos divulgados pela **Amazon Web Services (AWS)**, segundo os quais a infraestrutura em nuvem pode ser até 4,1 vezes mais eficiente energeticamente do que sistemas tradicionais. Ou seja, otimizar processos e migrar para ambientes tecnológicos avançados pode garantir que mais de um milhão de transações sejam processadas com o mesmo gasto atual destinado a um milhão de operações.
## Green Akua: proposta sustentável para o setor
Nesse contexto, a Akua desenvolveu a iniciativa **Green Akua**, que tem por objetivo medir, analisar e reduzir a pegada ambiental deixada pela estrutura responsável pelos pagamentos digitais. O projeto utiliza padrões internacionais como o **GHG Protocol** e indicadores próprios para mapear o impacto ambiental detalhado de cada cliente, serviço ou componente tecnológico envolvido nos pagamentos.
As ferramentas da Green Akua mensuram indicadores como emissões de CO₂ equivalente, consumo energético, pegada hídrica e uso energético em sistemas de refrigeração de data centers. De acordo com Rodrigo Rodrigues, COO e cofundador da Akua, chegou o momento de avaliar o impacto ambiental na tomada de decisões sobre infraestrutura tecnológica no setor financeiro: "Acreditamos que chegou o momento de incorporar uma nova variável à tomada de decisões: o impacto ambiental da infraestrutura que viabiliza cada transação."
## Caminho para a transição energética no sistema financeiro
A proposta reflete a necessidade de conciliar a expansão do mercado de pagamentos digitais à transição energética no Brasil e no mundo. A adoção de práticas sustentáveis, apoiadas por inteligência artificial e tecnologia de ponta, tende a beneficiar tanto instituições quanto o meio ambiente.
Com o debate em torno do crescimento do consumo energético no mundo digital, soluções como a da Akua podem se tornar referência para bancos, fintechs e empresas do segmento financeiro interessadas em ampliar sua eficiência e reduzir custos ambientais.
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