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Setor de tecnologia sofre queda em Wall Street com alta nos rendimentos dos títulos

A queda do setor de tecnologia em Wall Street, liderada por empresas de semicondutores, reflete a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e preocupações geopolíticas. Investidores migraram para setores mais estáveis e o impacto é sentido inclusive no mercado brasileiro. A expectativa está agora nos próximos

Por María Carmen López · 19 de ago. de 2026, 04:39

Setor de tecnologia sofre queda em Wall Street com alta nos rendimentos dos títulos
## Setor de tecnologia é destaque negativo em Wall Street O mercado financeiro internacional viveu uma jornada de instabilidade nesta terça-feira (18), com o setor de tecnologia respondendo pelas maiores quedas em Wall Street. O movimento de vendas foi intensificado principalmente entre as gigantes de semicondutores, enquanto investidores buscaram refúgio em segmentos considerados mais estáveis diante do cenário global. ## Alta nos rendimentos dos títulos e tensão geopolítica A valorização dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em especial os de 10 e 30 anos, atingiu níveis recordes não vistos desde 2007. Esse avanço foi impulsionado pela instabilidade no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e agravou as preocupações sobre inflação e custo do crédito global. A alta dos juros impactou diretamente as empresas de tecnologia, consideradas mais sensíveis a mudanças no custo de captação de recursos para financiar crescimento e inovação. Segundo especialistas, como Burns McKinney, gestor do NFJ Investment Group, o aumento dos rendimentos funciona como um efeito dominó para o mercado: "Negociações fracassam, elevando o petróleo, que por sua vez pressiona a inflação e, consequentemente, os juros dos títulos", comenta. Esse cenário tira o apetite por ações de tecnologia, já que o potencial de crescimento futuro torna-se mais caro de financiar. ## Gigantes de chips e tecnologia registram quedas expressivas O Índice Philadelphia SE Semiconductor Index recuou 5%, enquanto o S&P 500 apresentou diminuição de 0,69% e o Nasdaq Composite caiu 1,33%, marcando sua maior baixa percentual diária em semanas. Empresas como Nvidia (-2,3%) e Micron (-7%) puxaram o movimento negativo, acompanhadas por Sandisk (-9%) e Western Digital (-7,4%). O ETF Roundhill Memory também caiu 8,8%, após uma sequência de altas recentes, evidenciando a sensibilidade desses ativos ao cenário dos juros elevados. Além disso, a volatilidade do mercado atingiu máximas desde o início de agosto, refletida pelo indicador de medo de Wall Street, que subiu para 15,84 pontos. A expectativa se volta agora para a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), prevista para esta quarta-feira (19), que pode oferecer pistas sobre os rumos da política monetária e possíveis ajustes nos juros americanos. ## Migração para setores defensivos e perspectivas de mercado Com o aumento dos riscos, investidores migraram para setores mais defensivos, como saúde (+1,6%) e bens de consumo básico (+1,1%), enquanto o setor de energia, impulsionado pela alta do petróleo, subiu 1,8%. As atenções do mercado brasileiro se voltam também para o impacto dessas oscilações nas bolsas locais, principalmente em empresas correlacionadas aos segmentos de commodities e tecnologia. No radar seguem ainda os próximos resultados trimestrais de empresas como Walmart e, sobretudo, o desempenho da Nvidia, que servirá de termômetro para a confiança no setor de inteligência artificial. Fique por dentro das principais movimentações da economia nos Estados Unidos e seus impactos no Brasil acompanhando braziltechhub.com.

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