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Tomografia sônica ajuda a preservar árvores urbanas, mas não evita todas as quedas em Curitiba

Curitiba utiliza tomografia sônica para monitorar as árvores urbanas e promover diagnósticos mais precisos. Contudo, especialistas explicam que a saúde interna não garante que as árvores resistam a ventos fortes ou obras malfeitas ao redor da base. A tecnologia é fundamental no manejo, mas a prevenção depende de múltip

Por Sara Márquez · 12 de ago. de 2026, 12:09

Tomografia sônica ajuda a preservar árvores urbanas, mas não evita todas as quedas em Curitiba
Nos centros urbanos como Curitiba, a manutenção das árvores exige muita atenção dos órgãos ambientais para evitar acidentes. Recentes episódios que resultaram em quedas de árvores e galhos acenderam o alerta sobre os desafios do acompanhamento da saúde vegetal. Entre as ferramentas inovadoras adotadas para lidar com esse cenário está a **tomografia sônica**, técnica utilizada pela Prefeitura de Curitiba em parceria com a **Universidade Federal do Paraná (UFPR)**. ## Como a tomografia sônica funciona Diferente da simples observação visual, a tomografia sônica permite diagnosticar problemas internos nas árvores, como ocos e áreas em decomposição, sem destruir o vegetal. O procedimento consiste na fixação de sensores ao redor do tronco. Um som é emitido com auxílio de um pequeno martelo e, ao medir a velocidade da onda ao atravessar a madeira, é possível criar um mapeamento colorido – verdadeiro “raio-X” – que indica se o interior está saudável ou apresenta danos. Ao contrário de perfurações pontuais, como as realizadas pelo penetrômetro, a tomografia sônica entrega uma visão detalhada da seção transversal do tronco, facilitando a detecção de anomalias graves. Contudo, como expõe Angeline Martini, doutora e professora da UFPR, o diagnóstico depende muito da interpretação de profissionais qualificados, já que cada espécie arbórea tem particulares fisiológicas próprias. ## Limites e desafios no monitoramento Apesar da alta precisão, a tecnologia não elimina todos os riscos. Exemplo disso foram os acidentes ocorridos na Praça Osório e na Praça Rui Barbosa, que não apresentavam sinais visíveis de problemas. Segundo especialistas da prefeitura, grande parte das quedas está ligada a fatores externos, como eventos climáticos extremos e manejo inadequado realizado por humanos. A falta de espaço para o crescimento livre das raízes e cortes indevidos na base, muitas vezes causados por reformas em calçadas, podem comprometer a integridade das árvores – região onde nem mesmo a tomografia sônica alcança. Além disso, o laudo emitido pelo equipamento serve de orientação para a equipe técnica, indicando quando é possível preservar a árvore por meio de podas estratégicas, escoramento ou até mesmo amarrações, evitando a remoção desnecessária. ## Monitoramento e preservação urbanística Em Curitiba, todas as informações coletadas são armazenadas no Sistema Integrado de Monitoramento Ambiental (SIMA), permitindo que o manejo seja feito de acordo com a urgência e a relevância ecológica do exemplar. Espécies nobres, como a araucária, recebem atenção especial, principalmente se estiverem em áreas de grande circulação de pessoas. A diretora de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Érica Costa Mielke, ressalta ainda que, embora a remoção de árvores seja necessária em alguns casos para garantir a segurança, o esforço dos técnicos está em equilibrar a preservação vegetal e a proteção dos munícipes. Portanto, a tomografia sônica é uma aliada indispensável na gestão ambiental urbana, mas suas limitações ressaltam a importância do planejamento e do cuidado com as bases das árvores. O equilíbrio entre tecnologia, conhecimento técnico e ações preventivas é essencial para a segurança e o verde nas cidades. Para mais notícias relevantes para o Brasil, acompanhe braziltechhub.com

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