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TSE debate impacto da inteligência artificial nas eleições de 2026 após uso de vídeo sintético
O Tribunal Superior Eleitoral reunirá ministros nesta quinta-feira para discutir os desafios do uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. O encontro foi provocado pela polêmica em torno de um vídeo gerado por IA que simula Jair Bolsonaro apoiando a candidatura do filho, Flávio Bolsonaro, à presidência. O cas
Por María Nieves Gómez · 14 de ago. de 2026, 11:03

## TSE discute desafios da inteligência artificial em pleitos nacionais
O **Tribunal Superior Eleitoral (TSE)** realizará nesta quinta-feira (13) uma reunião decisiva sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas eleições brasileiras de 2026. A discussão ocorre em meio à crescente preocupação com conteúdos sintéticos, especialmente após a divulgação de um vídeo em que a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro foram geradas artificialmente durante a convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
## Vídeo sintético de Bolsonaro como ponto de partida
Na ocasião, o vídeo indicava de maneira explícita que se tratava de uma simulação feita por IA. Ainda assim, causou polêmica ao reproduzir o ex-presidente apresentando o filho, Flávio, como seu sucessor e potencial presidente do Brasil. O conteúdo foi alvo de ação do **Partido dos Trabalhadores (PT)**, que acusa o material de configurar propaganda eleitoral antecipada e uso inadequado de conteúdo sintético para beneficiar uma candidatura.
O PT sustenta que as regras eleitorais proíbem o uso de inteligência artificial para criar manifestações que possam influenciar o voto, mesmo se existir autorização prévia do retratado. Além disso, segundo o partido, houve pedido de apoio explícito, o que violaria a legislação vigente.
## Defesa do uso de IA e questões legais
A defesa de **Flávio Bolsonaro** argumenta que não houve quebra de regras, afirmando que o vídeo deixou claro o uso de IA, além de informar o público sobre a ausência do ex-presidente em pessoa ou ao vivo, descartando a ideia de manipulação dolosa. Advogados do candidato alegam ainda que não se trata de um "deepfake" no sentido tradicional, equiparando a ação ao uso histórico de máscaras, bonecos ou encenações em campanhas eleitorais.
O TSE, sob comando do ministro Kassio Nunes Marques, pretende avaliar os limites e possibilidades para o uso de IA em campanhas. A Corte também deve definir nesta reunião a data do julgamento da ação apresentada pelo PT sobre o episódio.
## Implicações para o futuro das eleições no Brasil
O caso evidencia a necessidade de uma regulação clara quanto à aplicação de inteligência artificial em processos eleitorais. O objetivo é assegurar a lisura e a veracidade das campanhas, protegendo o eleitor de manipulações e desinformação. Especialistas afirmam que o posicionamento do TSE sobre o episódio pode definir precedentes importantes para o uso de novas tecnologias na política brasileira.
A sociedade acompanha de perto tanto o andamento dos debates quanto os desdobramentos jurídicos, que poderão impactar todas as campanhas em 2026. Saiba mais sobre o cenário eleitoral e tecnologia em braziltechhub.com.
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